Muita gente já conhece esse hábito que os japoneses possuem de tirar os sapatos antes de entrarem em suas casas ou casas alheias. Na entrada de uma casa japonesa, você encontrará o genkan (Pronuncia-se "guenkan"). Ele fica bem na entrada e é sempre um degrau abaixo da entrada principal. No costume japonês você retira os sapatos, sobe esse degrau da entrada e depois vira os sapatos deixando-os alinhados em direção à porta.Isso facilita na hora de você for calça-los de novo. Geralmente, nessa entrada ,ficam as famosas suripas. Caso não estejam, o anfitrião se encarrega de trazê-las para você! Suripas são chinelinhos próprios para andar dentro de casa e existem de todo tipo, com base de madeira, de palha, de pano.
Razões para esse hábito: Tirar os sapatos auxilia muito na limpeza da casa, afinal sapatos sempre trazem sujeira da rua. Outra razão é que os japoneses são muito supersticiosos e acreditam que além da “higiene física” do ambiente, se tem também “higiene espiritual”. Eles acreditam que ao retirar os sapatos, eles se libertam de todas as “energias impuras” lá de fora, da rua. Tirando os sapatos sujos e deixando-os na “genkan”, você não deixará que essas energias invadam a harmonia do seu Lar.
É difícil encontrar um país da Ásia onde o lótus não seja considerada sagrada. Ela está bem presente na mitologia oriental, especialmente na cultura indiana, egípcia, chinesa e japonesa, onde esta flor é extremamente admirada e representada em algumas religiões como hinduísmo e budismo. Na doutrina budista, a flor de lótus é sagrada e vista como expansão espiritual, pureza, renascimento e iluminação.
Lenda da flor de Lótus no budismo
Na lenda do Budismo relata-se que quando o Siddhartha, que mais tarde se tornaria Buda, deu os seus primeiros sete passos na terra, sete flores de lótus brotaram. Assim, cada passo dele representa um degrau no crescimento espiritual.
Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) está simbolizada pela abertura das pétalas das flores de lótus, que podem estar totalmente fechadas, semiabertas ou completamente abertas, dependendo do estágio da expansão espiritual.
Seppuku - 切腹 - é o termo formal para o ritual suicida chamado popularmente de harakiri - 腹切り -. Harakiri significa literalmente "cortar a barriga" ou "cortar o estômago", e é uma forma de suicído por esventramento.Era cometido por guerreiros, como uma forma de expiar seus crimes, pedir desculpas por seus erros, escapar da desonra, arrumar perdão para seus amigos e provar sua sinceridade.
O Seppuku era um ritual que seguia sempre a mesma ordem: o samurai banhava-se para purificar seu corpo e a sua alma. A seguir vestia a roupa específica do Seppuku, totalmente branca, tomava uma xícara de saquê, sempre em dois goles, e a seguir escrevia um ou dois poemas de despedida. Então deveria ajoelhar-se e enfiar sua tanto, wakizashi ou um punhal, na barriga, no lado esquerdo, e cortá-la então, até o lado direito deixando assim as vísceras expostas para mostrar sua pureza de caráter e no fim puxar a lâmina para cima, fazendo assim um corte em cruz. O seppuku era horrivelmente doloroso, mas o samurai, de acordo com o seu código de honra, não podia demonstrar dor ou medo ao realizá-lo.
No mundo dos guerreiros, Seppuku era um feito de bravura que era admirado em um samurai que sabia haver sido derrotado, caído em desgraça ou mortalmente ferido. Significava que ele poderia terminar seus dias com os seus erros apagados e sua reputação não apenas intacta como engrandecida. O corte do abdômen liberava o espírito do samurai da forma mais dramática, sendo uma forma extremamente dolorosa, lenta e desagradável de morrer. Não raro, o samurai, após abrir o ventre, permanecia vivo por horas ou mesmo dias, esvaindo-se em sangue e ao mesmo tempo sentindo uma dor indescritível. Por isso, algumas vezes o samurai que o fazia pedia a um companheiro leal que fosse seu assistente e lhe cortasse a cabeça antes que esta pendesse ou que demonstrasse não estar mais suportando a dor, o que seria considerado uma desonra tanto para o que cometeu Seppuku quanto para o assistente. O assistente precisava ter um domínio magistral da técnica da espada para que fosse chamado a executar essa função, pois ao degolar o companheiro, a cabeça deste não podia rolar para o chão, o que seria considerado um desrespeito ao mesmo e a seus familiares. Assim, o corte executado pelo assistente só podia abrir a garganta do samurai, jamais romper suas vértebras. Daí a necessidade do companheiro que assistia o samurai suicida ser um exímio espadachim. Esse ato era chamado de kaishaku.
Fatores culturais do Seppuku
Dentre os motivos para cometer Seppukuestá a falha ao servir seu senhor ou perda da honra por qualquer motivo. Se o senhor do samurai fosse derrotado na guerra e o samurai não cometesse Seppuku, nenhum outro senhor iria contratá-lo. Nessas circunstâncias, ele estaria renunciando publicamente à classe dos Samurais e passaria a ser chamado deronin (outra possível pronúncia é "Rounin"), cujo sentido literal é "homem-onda" pois, tal como as ondas do mar, viveria sem destino certo, normalmente realizando pequenos serviços para os senhores mais abastados ou ensinando a técnica da luta com espadas a quem se interessasse.
Seppukué uma parte chave doBushido, o código dos guerreiros samurais. Era utilizado pelos guerreiros para evitar cair nas mãos dos inimigos, ser usado por inimigo e para atenuar a vergonha que isso causaria. Os samurais podiam também receber ordens dos daimyo (senhores feudais) para que cometessem Seppuku. Guerreiros que caíssem em desgraça também tinham permissão por vezes para cometer Seppuku ao invés de serem executados. Como o principal ponto do ato era a restauração ou proteção da honra do guerreiro, os que não pertenciam a ordem dos samurais não eram obrigados e não se esperava que cometessem Seppuku. Samurais mulheres somente poderiam cometer esse ato com permissão.
No livroThe Samurai Way of Death, Samurai: The World of the Warrior, o dr. Stephen Tumbull menciona queo Seppuku era normalmente executado usando um tantō (faca curta). Poderia ocorrer com a preparação e na privacidade da casa do individuo, ou rapidamente em um local no campo de batalha enquanto os companheiros mantinham os inimigos a distancia.
Alguma vezes odaimyoera chamado para fazer um Seppukucomo base para um acordo de paz. Isso deveria enfraquecer o clã derrotado de forma que a resistência deveria efetivamente cessar.Toyotomi Hideyoshiusou o suicídio de um inimigo nesse sentido várias ocasiões, a mais dramática das quais encerrou a dinastiadaimyodefinitivamente quando Hōjō foi derrotado em Odawara em 1590. Hideyoshi insistiu no suicídio dodaimyoHōjō Ujimasa, e no exílio de seu filho Ujinao. Com um corte de uma espada a mais poderosa família dedaimyosdo Japão teve o seu fim.
"Apenas vencendo o medo da morte, alguém pode descobrir o enigma da vida."
1. Existe uma lenda japonesa que conta que os deuses atiraram ao mar sua lança poderosa e o impacto dela com as águas fizeram espirrar 4.223 gotas. Essas gotas se transformaram nas ilhas que formam o arquipélago do Japão. 2. O Grande Buda, em Nara, foi construído no século VII. Tem 16,2 metros de altura e é a maior estátua de metal fundido do mundo! 3. Em algumas boates, mulheres ocidentais tiram as roupas em cima das mesas, em outras, mulheres nuas fazem Strip-tease de traz para frente (vão se vestindo a medida que a musica toca). 4. Considera-se falta de educação abrir um presente na frente de quem deu. 5. O sinal de positivo com o dedo quer dizer namorado. Para se referir à namorada, se levanta o mindinho. 6. Os motoristas de táxi dirigem de luvas brancas e os bancos dos carros são cobertos por finas toalhas de renda branca. 7. Alfabeto, eles têm três. Um mais simples, para crianças. Outro só para nomes estrangeiros. E ainda um terceiro, o principal deles, com mais de dois mil caracteres. Esse último é complicadíssimo, tanto que muitos japoneses só vão aprendê-lo com mais ou menos 15 anos de idade. 8. Os japoneses têm alguma dificuldade em compreender o improviso, tudo o que um japonês faz é estritamente dentro das regras, qualquer fala fora do script o deixa confuso. 9. Os japoneses trabalham muito, o que os faz dormir pouco. Então cada minuto de tempo ocioso é aproveitado para um cochilo. Um japonês vai esperar algo ou alguém, vai andar de metrô ou fazer qualquer coisa sabendo que terá alguns minutos vagos, dorme. È um sono instantâneo. Na hora do compromisso o japonês acorda imediatamente. 10. Eles evitam se tocar. Cumprimentam-se com reverências, não são adeptos de abraços e apertos de mão. Nas ruas é comum ver pessoas usando máscaras cirúrgicas. São japoneses gripados que não querem contaminar outras pessoas. 11. Nunca coloque as mãos nos bolsos quando conversar com um japonês. É extrema falta de educação. 12. Os pedágios cobram pela distância que o motorista percorreu. 13. No Japão não existe andar térreo, os edifícios começam todos pelo primeiro andar. 14. O número quatro é uma das superstições mais populares. Devido a sua pronúncia (SHI) ser a mesma da palavra morte (SHI) é comum encontrar edificações que não possuem o quarto andar. 15. Em muitos hospitais evita-se usar leitos como os números 9 e 42 pois a pronúncia deles respectivamente, significam dor e morte.
Segundo a filosofia chinesa o Yin Yang é a representação do positivo e do negativo, sendo o princípio da dualidade, onde o positivo não vive sem o negativo e vice e versa. O criador desse conceito foi I Ching, ele descobriu que as formas de energias existentes possuem dois pólos e identificou-o como Yin e Yang. O Yin representa a escuridão, o princípio passivo, feminino, frio e noturno. Já o Yang representa a luz, o princípio ativo, masculino, quente e claro. Além disso, também são indicados como o Tigre e o Dragão, representando lados opostos. Quanto mais Yin você possuir, menos Yang terá e, quanto mais Yang possuir menos Yin você terá. Essa filosofia diz que para termos corpo e mente saudável é preciso estar em equilíbrio entre o Yin e o Yang. Há sete leis e doze teoremas da combinação das energias Yin e Yang:
As leis são;
1. Todo o universo é constituído de diferentes manifestações da unidade infinita;
2. Tudo se encontra em constantes transformações;
3. Todas as contrariedades são complementares;
4. Não há duas coisas absolutamente iguais;
5. Tudo possui frente e verso;
6. A frente e o verso são proporcionalmente do mesmo tamanho;
7. Tudo tem um começo e um fim.
Os teoremas são;
1. Yin e Yang são duas extremidades de pura expansão infinita: ambas se apresentam no momento em que a expansão atinge o ponto geométrico da separação, ou seja, quando a energia se divide em dois;
2. Yin e Yang originam-se continuamente da pura expansão infinita;
3. Yang tende a se afastar do centro; Yin tende a ir para o centro; E ambos produzem energia;
4. Yin atrai Yang e Yang atrai Yin; Yin repele Yin e Yang repele Yang;
5. Quando potencializados, Yin gera o Yang e Yang gera o Yin;
6. A força de repulsão e atração de todas as coisas é proporcional à diferença entre os seus componentes Yin e Yang;
7. Todos os fenômenos têm por origem a combinação entre Yin e Yang em várias proporções;
8. Os fenômenos são passageiros por causa das constantes oscilações das agregações dos componentes Yin e Yang;
9. Tudo tem polaridade;
10. Não há nada neutro;
11. Grande Yin atrai pequeno Yin; o grande Yang atrai o pequeno Yang;
12. Todas as solidificações físicas são Yin no centro e Yang na periferia.
O Yin e o Yang são representados pela figura abaixo:
O lado negro é o Yin e o branco o Yang; o pequeno círculo branco no lado negro significa que o Yin possui o Yang e, o círculo que o lado branco possui significa que Yang possui Yin.
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